terça-feira, 28 de abril de 2015

A Conferência dos Bispos do Brasil toma posição face à crise política do país

Neste momento, em que o Brasil passa por uma crise de várias ordens, copio resolução da Conferência dos Bispos do Brasil, ocorrida em abril de 2015,extraída do blog de Leonardo Boff.


A Conferência dos Bispos do Brasil toma posição face à crise política do país

               A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) sempre entendeu que a Igreja possui uma dupla missão: uma especificamente religiosa e outra eminentemente social. Na primeira, procura levar avante, nas diferentes instâncias da vida, a mensagem de Jesus, organizando-se como instituição religiosa junto com a vasta rede de comunidades eclesiais de base, círculos bíblicos, a catequese e a teologia para as diferentes idades. A missão social se realiza na medida em que se sente parte da sociedade e comprometida com os temas da justiça, dos direitos humanos, especialmente dos mais pobres, comprometida na construção de uma democraciaa aberta. Instituíu comissões que tratam das questões da terra, da reforma agrária, dos indígenas, das mulheres, da população afrodescendente, da problemática das crianças, da saúde e da educação. Neste sentido  a CNBB sempre esteve preente nesse campo social. Ajuda a formar a opinião pública e granjeou grande reputação na resistência às violências do regime militar.Publicamos aqui a recente declaração da última Assembléia  realizasda entre 15-24 de abril em Aparecida onde com palavras claras toma posição face aos distintos temas em pauta na discussão pública de nosso pais: Lboff
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Entre vós não deve ser assim” (Mc 10,43).
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida em sua 53ª Assembleia Geral, em Aparecida-SP, no período de 15 a 24 de abril de 2015, avaliou, com apreensão, a realidade brasileira, marcada pela profunda e prolongada crise que ameaça as conquistas, a partir da Constituição Cidadã de 1988, e coloca em risco a ordem democrática do País. Desta avaliação nasce nossa palavra de pastores convictos de que “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).
O momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum. Os três poderes da República, com a autonomia que lhes é própria, têm o dever irrenunciável do diálogo aberto, franco, verdadeiro, na busca de uma solução que devolva aos brasileiros a certeza de superação da crise.
A retomada de crescimento do País, uma das condições para vencer a crise, precisa ser feita sem trazer prejuízo à população, aos trabalhadores e, principalmente, aos mais pobres. Projetos, como os que são implantados na Amazônia, afrontam sua população, por não ouvi-la e por favorecer o desmatamento e a degradação do meio ambiente.
A lei que permite a terceirização do trabalho, em tramitação no Congresso Nacional, não pode, em hipótese alguma, restringir os direitos dos trabalhadores. É inadmissível que a preservação dos direitos sociais venha a ser sacrificada para justificar a superação da crise.
A corrupção, praga da sociedade e pecado grave que brada aos céus (cf. Papa Francisco – O Rosto da Misericórdia, n. 19), está presente tanto em órgãos públicos quanto em instituições da sociedade. Combatê-la, de modo eficaz, com a consequente punição de corrompidos e corruptores, é dever do Estado. É imperativo recuperar uma cultura que prima pelos valores da honestidade e da retidão. Só assim se restaurará a justiça e se plantará, novamente, no coração do povo, a esperança de novos tempos, calcados na ética.
A credibilidade política, perdida por causa da corrupção e da prática interesseira com que grande parte dos políticos exerce seu mandato, não pode ser recuperada ao preço da aprovação de leis que retiram direitos dos mais vulneráveis. Lamentamos que no Congresso se formem bancadas que reforçem o corporativismo para defender interesses de segmentos que se opõem aos direitos e conquistas sociais já adquiridos pelos mais pobres.
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/2000, por exemplo, é uma afronta à luta histórica dos povos indígenas que até hoje não receberam reparação das injustiças que sofreram desde a colonização do Brasil. Se o prazo estabelecido pela Constituição de 1988 tivesse sido cumprido pelo Governo Federal, todas as terras indígenas já teriam sido reconhecidas, demarcadas e homologadas. E, assim, não estaríamos assistindo aos constantes conflitos e mortes de indígenas.
A PEC 171/1993, que propõe a redução da maioridade penal para 16 anos, já aprovada pela Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça da Câmara, também é um equívoco que precisa ser desfeito. A redução da maioridade penal não é solução para a violência que grassa no Brasil e reforça a política de encarceramento num país que já tem a quarta população carcerária do mundo. Investir em educação de qualidade e em políticas públicas para a juventude e para a família é meio eficaz para preservar os adolescentes da delinquência e da violência.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor há 25 anos, responsabiliza o adolescente, a partir dos 12 anos, por qualquer ato contra a lei, aplicando-lhe as medidas socioeducativas. Não procede, portanto, a alegada impunidade para adolescentes infratores. Onde essas medidas são corretamente aplicadas, o índice de reincidência do adolescente infrator é muito baixo. Ao invés de aprovarem a redução da maioridade penal, os parlamentares deveriam criar mecanismos que responsabilizem os gestores por não aparelharem seu governo para a correta aplicação das medidas socioeducativas.
O Projeto de Lei 3722/2012, que altera o Estatuto do Desarmamento, é outra matéria que vai na contramão da segurança e do combate à violência. A arma dá a falsa sensação de segurança e de proteção. Não podemos cair na ilusão de que, facilitando o acesso da população à posse de armas, combateremos a violência. A indústria das armas está a serviço de um vigoroso poder econômico que não pode ser alimentado à custa da vida das pessoas. Dizer não a esse poder econômico é dever ético dos responsáveis pela preservação do Estatuto do Desarmamento.
Muitas destas e de outras matérias que incidem diretamente na vida do povo têm, entre seus caminhos de solução, uma Reforma Política que atinja as entranhas do sistema político brasileiro. Apartidária, a proposta da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a CNBB é signatária, se coloca nessa direção.
Urge, além disso, resgatar a ética pública que diz respeito “à responsabilização do cidadão, dos grupos ou instituições da sociedade pelo bem comum” (CNBB – Doc. 50, n. 129). Para tanto, “como pastores, reafirmamos ‘Cristo, medida de nossa conduta moral’ e sentido pleno de nossa vida” (Doc. 50 da CNBB, Anexo – p. 30).
Que o povo brasileiro, neste Ano da Paz e sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, supere esse momento difícil e persevere no caminho da justiça e da paz.
Aparecida, 21 de abril de 2015.

Fonte: https://leonardoboff.wordpress.com/2015/04/28/a-conferencia-dos-bispos-do-brasil-toma-posicao-face-a-crise-politica-do-pais/



sábado, 11 de abril de 2015

Mestrado Profissional em Avaliação e Produção de Tecnologias para o SUS - na Escola GHC

Ao participar da IV Jornada Científica do Grupo Hospitalar Conceição, fiquei sabendo da aprovação do curso de Mestrado, que vem para qualificar ainda mais os trabalhadores do Sistema Único de Saúde.
Aprovado o Mestrado Profissional em Avaliação e Produção de Tecnologias para o SUS
A Escola GHC no mês em que comemora seus 5 anos, comunica a aprovação do Mestrado Profissional em Avaliação e Produção de Tecnologias  para o SUS. No dia 25 de novembro a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior -CAPES, do Ministério da Educação, aprovou a proposta  para criação do primeiro curso de mestrado profissional  do Centro de Educação Tecnológica e Pesquisa em Saúde – Escola GHC.  Este curso faz parte do Plano de Desenvolvimento Institucional de Ensino e Pesquisa do GHC e integra as ofertas de formação profissional para o SUS. Tal  mestrado profissional está inserido no  Programa de Pós-Graduação de AVALIAÇÃO E PRODUÇÃO DE TECNOLOGIAS PARA O SUS e tem como objetivo formar profissionais capazes de atuar de modo gerencial estrategicamente em organizações e sistemas de saúde a partir de um referencial de análise crítica de avaliação e incorporação de tecnologias.  
Parabéns Escola GHC !!!!

Gestão em Saúde

Lavanderia da Associação de Hospitais de Porto Alegre registra aumento de produção e redução de custos

Além do aumento de 23% na produção de materiais higienizados, a lavanderia registrou redução no custo do quilograma de roupa, passando de R$ 2,87 em janeiro de 2014 para R$ 2,17 em dezembro do mesmo ano.


Diretores, gerentes e assessores técnicos do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) visitaram a planta industrial de higienização de têxteis (lavanderia) da Associação dos Hospitais de Porto Alegre, localizada no Lami, na Zona Sul da Capital. Após uma apresentação sobre a produtividade da lavanderia, o grupo percorreu as áreas de produção e a estação de tratamento de água. O empreendimento, inaugurado em maio de 2013, é gerenciado por um consórcio de seis hospitais: Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Hospital São Lucas da PUC, Complexo Hospitalar Mãe de Deus, Hospital Ernesto Dornelles, Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Hospital Divina Providência. Em 2014, foi registrado um aumento de 23% do total de materiais higienizados, entre os enxovais hospitalares, que incluem lençóis, toalhas, uniformes e outros.

Em janeiro do ano passado foram higienizadas 455, 3 toneladas de têxteis, passando para 573,5 toneladas em dezembro de 2014. A média em janeiro do ano passado era de 14,6 toneladas dia e passou para 18,8 toneladas por dia em dezembro do mesmo ano. Em relação ao custo por quilograma de roupa higienizada, foi registrada uma redução no valor, passando de R$ 2,87 em janeiro de 2014 para R$ 2,17 em dezembro do mesmo ano. “Essa foi a primeira experiência do país em gestão compartilhada em áreas hospitalares não concorrenciais e está possibilitando a troca de experiências e o aperfeiçoamento da gestão. A associação também passou a contar com imunidade tributária, o que reduz as despesas com energia elétrica e água. Cerca de 50% do total dos têxteis higienizados pela lavanderia são oriundos dos hospitais do Grupo Conceição”, informou o diretor-superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes.

Os seis hospitais fundaram a Associação dos Hospitais de Porto Alegre e adquiriram a empresa Ecoclean, com o objetivo de realizar a higienização dos enxovais hospitalares, que incluem lençóis, toalhas, uniformes e outros. Os lucros obtidos serão reinvestidos no próprio negócio para atualização tecnológica e ampliações. A ideia da Associação, que tem apoio e autorização dos ministérios da Saúde e do Planejamento, Orçamento e Gestão, é avaliar a possibilidade da iniciativa ser estendida, futuramente, também para outras áreas.

   A lavanderia, localizada em uma área de 11 hectares, tem capacidade instalada para lavar 30 toneladas de enxovais por dia. Atualmente, são lavadas de 18 a 20 toneladas por dia, sendo dez toneladas do GHC. “O consórcio adquiriu todo o patrimônio da empresa ecoclean, que realizava a higienização do enxoval do Grupo há cerca de cinco anos, na condição de prestadora de serviços”, explicou o diretor Administrativo e Financeiro do GHC, Gilberto Barichello. O contrato de compra da planta industrial, assinado no dia 30 de novembro de 2012, incluiu além da área, o maquinário e demais instalações. Todo o licenciamento ambiental segue rigorosamente as determinações legais. A lavanderia possui sistemas para tratamento de efluentes e açudes naturais, o que garante autonomia para o funcionamento da estrutura.


Creditos: Alexandre Costa (texto e fotos)

Site:http://www.ghc.com.br/noticia.aberta.asp?idRegistro=7966

domingo, 5 de abril de 2015

Não bastava a falta de água. Incêndio em Santos/SP consome 5 bilhões de litros de água.

Cidade de santos solicitou auxílio federal. Corpo de Bombeiros já utilizou 5 bilhões de litros de água.

veja notícias em tempo real acessando o link: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/ao-vivo/2015/incendio-em-industria.html
Como fica a saúde das pessoas que moram ao redor????

Imagens Fonte:http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/fotos/2015/04/incendio-atinge-area-de-industrial-de-santos-explosoes-foram-ouvidas.html


A Páscoa dos INVISÌVEIS- LUTO NACIONAL NO QUENIA POR MASSACRE EM UNIVERSIDADE.

POR QUÊ A MÍDIA NÃO FALA SOBRE ISSO???? 

O Quênia iniciou neste domingo três dias de luto nacional em memória às 148 vítimas do ataque à Universidad ede Garissa
Nairóbi - O Quênia iniciou neste domingo três dias de luto nacional em memória às 148 vítimas do ataque à Universidade de Garissa, entre críticas da imprensa pela lenta reação das forças de segurança contra os agressores islamitas.

O país, cuja população é 80% cristã, celebra a Páscoa em meio a dor: missas em todo o país serão dedicadas às vítimas do massacre de quinta-feira, em sua maioria estudantes cristãos. O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, anunciou três dias de luto e prometeu que seu país responderá "com a maior severidade".

Um membro do comando islamita foi identificado como um jovem queniano da etnia somali, formado em Direito em Nairobi, informou neste domingo o ministério do Interior do Quênia. "Um dos quatro shebab que atacou a Universidade de Garissa (...) foi identificado como Abdirahim Abdullahi", originário da região de Mandera, localizada no extremo nordeste do Quênia, na fronteira com a Somália, declarou o porta-voz do ministério do Interior, Mwenda Njoka.

Abdirahim Abdullahi, que foi morto no ataque pelas forças de segurança, "graduou-se na Faculdade de Direito de Nairobi e era descrito como alguém com um futuro brilhante", acrescentou. Seu pai, uma autoridade local de um círculo eleitoral de Mandera, "havia dito às autoridades que seu filho havia desaparecido e que ele suspeitava que o jovem havia entrado na Somália", acrescentou Njoka.
O ataque foi reivindicado pelos islamitas somalis shebab em represália à intervenção do exército queniano na Somália para frear seus combatentes.
Fonte: diário de pernambuco.com.br

Da avaliação à ação da ANS

Também pudera: com esta avaliação...
Fonte: ANS
Estava na hora da  Agência Nacional de Saúde Suplementar Intervir. Acesse o link e veja a notícia da ABRASCO sobre a intervenção da ANS na UNIMED Rio de Janeiro.