sábado, 10 de janeiro de 2015

Eu não sou Charlie, je ne suis pas Charlie

Há muita confusão acerca do atentado terrorista em Paris, matando vários cartunistas. Quase só se ouve um lado e não se buscam as raízes mais profundas deste fato condenável mas que exige uma interpretação que englobe seus vários aspectos ocultados pela midia internacional e pela comoção legítima face a um ato criminoso. Mas ele é uma resposta a algo que ofendia milhares de fiéis muçulmanos. Evidentemente não se responde com o assassianto. Mas também não se devem criar as condições psicológicas e políticas que levem a alguns radicais a lançarem mão de meios reprováveis sobre todos os aspectos. Publico aqui um texto de um padre que é teóloogo e historiador e conhece bem a situação da França atual. Ele nos fornece dados que muitos talvez não os conheçam. Suas reflexões nos ajudam a ver a complexidade deste anti-fenômeno com suas aplicações também à situação no Brasil: Lboff

Á cima de tudo, aprendi que devemos ter ALTERIDADE diante da manifestação cultural de um POVO

Nem TODO MULÇUMANO é terrorista.
Nem todo o NEGRO é Ladrão...
Nem todos os POLÌTICOS são Corruptos
Nem toda a LOIRA é burra

Independente da COR da PELE, somos seres HUMANOS e VIVEMOS conforme nosso habitat, nossas convicções, nossa cultura....

Deve haver um limite para o RISO.....
e esse limite está intrinsicamente ligado ao respeito que cada ser tem sobre o outro.....

Mas,  não PRECISA MATAR. o outro ser.
 

Segue link com artigo de Leonardo BOff. Bem esclarecedor sobre os episódios que acometeram Paris. E que serve de reflexão para nossos atos em sociedade.
https://leonardoboff.wordpress.com/2015/01/10/eu-nao-sou-charlie-je-ne-suis-pas-charlie/