quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Brasil é o primeiro país a traduzir Guia dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para empresas

A publicação auxilia as empresas a maximizar sua contribuição para os Objetivos Globais da ONU e minimizar os impactos negativos, orientando suas estratégias para criar negócios sustentáveis e reduzir riscos.
Originalmente intitulada SDG Compass, a publicação foi traduzida para atender as demandas do mercado brasileiro. Foto: Pacto Global da ONU
Originalmente intitulada SDG Compass, a publicação foi traduzida para atender as demandas do mercado brasileiro. Foto: Pacto Global da ONU
O Brasil é o primeiro país a lançar o Guia dos ODS para as empresasem seu próprio idioma. A publicação em português foi produzida pela Rede Brasileira do Pacto Global, em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e a Global Reporting Initiative (GRI). Com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, a publicação explica como os ODS afetam os negócios das empresas e oferece as ferramentas e o conhecimento necessários para colocar a sustentabilidade no centro de suas estratégias. O lançamento teve apoio do Itaú e aconteceu na quarta-feira (18) em São Paulo.
O presidente da Rede Brasileira do Pacto Global, André Oliveira, destacou que a união do setor privado é o único
caminho para alcançar os objetivos. “Hoje já alcançamos a compreensão de que as parcerias são fundamentais para propagar e atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável. Uma única pessoa ou uma instituição sozinha não poderá provocar uma mudança tão grande quanto a que queremos”, afirmou.
O evento contou com a apresentação do guia e a exposição de três cases que exemplificam boas práticas da Itaipu e outras organizações, como a Trata Brasil e a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, para trabalhar as ODS. Compareceram cerca de 80 pessoas de diversos setores da economia.
Com cinco passos – Entendendo os ODS, Definindo prioridades, Estabelecendo metas, Integração e Relato e comunicação –, a publicação auxilia as empresas a maximizar sua contribuição para os ODS e minimizar os impactos negativos, orientando suas estratégias para criar negócios sustentáveis e reduzir riscos. Originalmente intitulada SDG Compass, a publicação foi traduzida para atender as demandas do mercado brasileiro.
De acordo com o Guia, os ODS apresentam uma oportunidade para que mecanismos e tecnologias sejam elaborados para tratar dos maiores desafios mundiais de desenvolvimento sustentável. “O guia tem uma importância ferramental, pois traduz uma agenda importante como a dos ODS para a criação de estratégias de negócios. E com a esfera de influência das organizações, contribuirá para o desenvolvimento de parcerias colaborativas”, destacou Oliveira.
O Guia dos ODS para as Empresas também orienta sobre o redirecionamento dos fluxos de investimento, para que as organizações atendam às demandas de inovação do mercado e utilizem os recursos de forma mais eficiente. “Esse estudo ajudará as empresas a aplicar os ODS em suas atividades, de acordo com seus objetivos estratégicos. Esperamos, assim, contribuir para o desenvolvimento de negócios cada vez mais sustentáveis tanto em termos da perenidade do business quanto do ambiente em que vivemos”, afirma Marina Grossi, presidente do CEBDS.
Fonte:http://nacoesunidas.org/
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Nota da Abrasco sobre a tragédia da mineração em MG: SAMARCO-VALE-BHP



 É preciso questionar a ideia de progresso e crescimento
 econômico a qualquer custo. A megamineração do mercado
o global de commodities faz parte desse modelo de 
desenvolvimento.


Vejam a nota da ABRASCO no link:http://www.abrasco.org.br/site/2015/11/nota-da-abrasco-sobre-a-tragedia-da-mineracao-em-mg-samarco-vale-bhp/







domingo, 5 de julho de 2015

Vida José - Mais espelho, menos janelas!!!!!


Reflexão sobre o vído: Vida Maria

A reflexão que faço, após assistir ao  Curta Metragem Vida Maria, é de que " A VIDA É FEITA DE ESPELHOS E, E NÃO DE JANELAS.


                                                                                     

Estudando Epidemiologia em plataforma EAD

Publicado em 22 de mai de 2012
Vídeo aula elaborado para o Curso de Especialização em Gestão em Saúde do IF-SC UAB.

sábado, 27 de junho de 2015

Promoção de saúde

A turma unida em Promoção da Saúde.
Aula de dança.; MARAVILHOSO!!!!!

E, Capoeira.... pra todos lembrarem das nossas origens.
 


Tá na hora de rever minha alimentação.

Em confraternização com a turma, percebi, através da
foto que estou "exagerando na Alimentação...
Reeducação alimentar, urgente.

5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

Saúde começa pela boca. Assim dizia um ditado popular.
A 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, cujo lema é “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”, é um evento estratégico entre ações e iniciativas para se atingir as metas de erradicação da extrema pobreza no país.
Cerca de 2 mil convidados participam do evento. Todos os estados estarão representados, respeitando-se a diversidade e a pluralidade do país. Dois terços da delegação, formada pela sociedade civil, terá entre seus integrantes representantes indígenas, quilombolas, população negra, povos de terreiro, além de outros povos e comunidades tradicionais e a população em geral.
A 5ª Conferência Nacional terá presença de governadores, ministros de Estado, parlamentares e observadores. Também será prestigiada por convidados nacionais e internacionais. Trata-se de um evento de inegável importância na agenda nacional, com visibilidade política e repercussão nos meios de comunicação.

Conforme Decreto:

I Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional-1994-  Fome: Uma Questão Nacional

Com o tema Fome: Uma Questão Nacional, foi realizada, entre os dias 27 e 30 de julho de 1994, a I Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional em Brasília.
Um ano após a criação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em 1993, foi realizada a I Conferência Nacional de Segurança Alimentar em Brasília, entre os dias 27 e 30 de julho de 1994.

Com o tema Fome: Uma Questão Nacional, o evento reuniu 1.800 delegados de todo o País, representando a sociedade civil e governos municipais, estaduais e Federal. A Conferência foi resultado de um processo que começou com o lançamento da Ação da Cidadania Contra a Fome e a Miséria e pela Vida.

O evento serviu para o debate do conceito de segurança alimentar como componente de um projeto nacional transformador da realidade que produz e reproduz a fome, a miséria e a exclusão.
II Conferência Segurança Alimentar - 2004 :
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/II_Conferencia_2versao.pdf
III Conferência Segurança Alimentar - 2007 : Por um Desenvolvimento Sustentável com Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional.
http://www.planalto.gov.br/consea/3conferencia/static/Documentos/RelatorioFinal.pdf
IV Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - 2011 - cujo lema é “Alimentação Adequada e Saudável: direito de todos”
 http://www4.planalto.gov.br/consea/publicacoes/4a-conferencia/relatorio-4a-cnsan_20marco2012_versao-preliminar.pdf/view

V Conferência Nacional de segurança Alimentar - 2015 - “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”

Participei da Conferência Municipal e também de Conferências Livres de Segurança Alimentar.
Tema tão importante e a sociedade, agora, está se dando por conta.




Todos debatendo e discutindo segurança Alimentar e Direito humano a Alimentação Adequada. Lindo!!!!!




Pré Conferência Municipal de Saúde - Eixo Baltazar

O chamado foi feito. E o povo???? Participou.
Em Porto Alegre aconteceu as pré conferencias da 7ª Conferência Municipal de Saúde.
Participei no Eixo Baltazar.
E o povo que participou estava "antenado" para as questões da saúde....







 

Runo à 15ª Conferencia Nacional de Saúde e a Hostória da Conferências de Saúde

Histórias das Conferências de Saúde

As Conferências de Saúde se iniciaram há 70 anos, cumprindo o disposto no parágrafo único do artigo 90 da Lei n.º 378, de 13 de janeiro de 1937. A obrigatoriedade da realização das Conferências de Saúde foi mantida, em 1990, quando a Lei n.º 8.142 as consagrou como instâncias colegiadas de representantes dos vários segmentos sociais, com a missão de avaliar e propor diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis municipais, estaduais e nacional.
Também a partir da Lei n.º 8.142 ficou estabelecida uma periodicidade de quatro anos para a realização das Conferências de Saúde, que deveriam contar, necessariamente, com a participação dos movimentos sociais organizados, das entidades ligadas à área da Saúde, dos gestores e dos prestadores de serviços de saúde.
Convocadas pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, pelo Conselho de Saúde, as Conferências têm como objetivos principais avaliar a situação de saúde e propor diretrizes para a formulação da política de saúde nos três níveis de gestão. Isso significa dizer que as deliberações das Conferências devem servir para orientar os governos na elaboração dos planos de saúde e na definição de ações que sejam prioritárias nos âmbitos estaduais, municipais e nacional.
A cada nova Conferência tem sido observado um aumento importante da participação da sociedade civil, fenômeno que garante a definição de políticas de saúde cada vez mais democráticas. As Conferências são fóruns privilegiados que a sociedade civil possui para discutir e apontar soluções para os problemas que envolvem a saúde da população brasileira.
É nos espaços das Conferências que a sociedade se articula para garantir os interesses e as necessidades da população na área da Saúde e assegurar as diversas formas de pensar o SUS, assim como para ampliar, junto à sociedade, a disseminação de informações sobre o Sistema, para fortalecê-lo.
É nos espaços das Conferências que a sociedade se articula para garantir os interesses e as necessidades da população na área da Saúde e assegurar as diversas formas de pensar o SUS, assim como para ampliar, junto à sociedade, a disseminação de informações sobre o Sistema, para fortalecê-lo.
Gestão participativa no Sistema Único de Saúde - A gestão participativa e a apropriação do direito à saúde são um desafio constante, pois a ampliação do controle social sobre o Estado depende, em última instância, da participação da sociedade na definição e no exercício dos direitos de cidadania, também da cultura de participação que se cria tanto nos espaços institucionalizados quanto nas relações interpessoais.
Sendo assim, fortalecer o controle social e a gestão participativa, enquanto política de um governo democrático popular, representa o compromisso de identificar, desencadear e fortalecer dispositivos que promovam a participação da população.

Ano/temas/principais assuntos abordados

tabela das conferências

Relatórios das Conferências

1ª CNS (1941) - Situação sanitária e assistencial dos estados.
        Relatório Final da 1ª Conferência Nacional de Saúde
2ª CNS (1950) - Legislação referente à higiene e à segurança do trabalho.
3ª CNS (1963) - Descentralização na área de Saúde.
        Relatório Final da 3ª Conferência Nacional de Saúde
4ª CNS (1967) - Recursos humanos para as atividades em saúde.
5ª CNS (1975) - I. Implementação do Sistema Nacional de Saúde; II. Programa de Saúde Materno-Infantil; III. Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica; IV. Programa de Controle das Grandes Endemias; e V. Programa de Extensão das Ações de Saúde às Populações Rurais.
        Relatório Final da 5ª Conferência Nacional de Saúde
6ª CNS (1977) - I. Situação atual do controle das grandes endemias; II. Operacionalização dos novos diplomas legais básicos aprovados pelo governo federal em matéria de saúde; III. Interiorização dos serviços de saúde; e IV. Política Nacional de Saúde.
        Relatório Final da 6ª Conferência Nacional de Saúde
7ª CNS (1980) - Extensão das ações de saúde por meio dos serviços básicos.
        Relatório Final da 7ª Conferência Nacional de Saúde
8ª CNS (1986) - I. Saúde como Direito; II. Reformulação do Sistema Nacional de Saúde; e III. Financiamento Setorial.
        Relatório Final da 8ª Conferência Nacional de Saúde
9ª CNS (1992) - Municipalização é o caminho.
        Relatório Final da 9ª Conferência Nacional de Saúde
10ª CNS (1996) I. - Saúde, cidadania e políticas públicas; II. Gestão e organização dos serviços de saúde; III. Controle social na saúde; IV. Financiamento da saúde; V. Recursos humanos para a saúde; e VI. Atenção integral à saúde.
        Relatório Final da 10ª Conferência Nacional de Saúde
11ª CNS (2000) - Efetivando o SUS: acesso, qualidade e humanização na atenção à saúde com controle social.
        Relatório Final da 11ª Conferência Nacional de Saúde
12ª CNS (2003) - Saúde: um direito de todos e um dever do Estado. A saúde que temos, o SUS que queremos.
        Relatório Final da 12ª Conferência Nacional de Saúde
13ª CNS (2007) - Saúde e Qualidade de Vida: Política de Estado e Desenvolvimento
14ª CNS (2011) - Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social - Política Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro
15ª CNS ( 2013) -  15ª Conferência Nacional de Saúde  “Saúde pública de qualidade para cuidar bem das pessoas”
 Convocação: http://portal.conasems.org.br/index.php/comunicacao/ultimas-noticias/3845-o-presidente-do-conasems-fernando-monti-convoca-todos-os-gestores-para-realizarem-as-etapas-municipais-da-conferencia-nacional-de-saude-a-partir-de-abril


terça-feira, 28 de abril de 2015

A Conferência dos Bispos do Brasil toma posição face à crise política do país

Neste momento, em que o Brasil passa por uma crise de várias ordens, copio resolução da Conferência dos Bispos do Brasil, ocorrida em abril de 2015,extraída do blog de Leonardo Boff.


A Conferência dos Bispos do Brasil toma posição face à crise política do país

               A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) sempre entendeu que a Igreja possui uma dupla missão: uma especificamente religiosa e outra eminentemente social. Na primeira, procura levar avante, nas diferentes instâncias da vida, a mensagem de Jesus, organizando-se como instituição religiosa junto com a vasta rede de comunidades eclesiais de base, círculos bíblicos, a catequese e a teologia para as diferentes idades. A missão social se realiza na medida em que se sente parte da sociedade e comprometida com os temas da justiça, dos direitos humanos, especialmente dos mais pobres, comprometida na construção de uma democraciaa aberta. Instituíu comissões que tratam das questões da terra, da reforma agrária, dos indígenas, das mulheres, da população afrodescendente, da problemática das crianças, da saúde e da educação. Neste sentido  a CNBB sempre esteve preente nesse campo social. Ajuda a formar a opinião pública e granjeou grande reputação na resistência às violências do regime militar.Publicamos aqui a recente declaração da última Assembléia  realizasda entre 15-24 de abril em Aparecida onde com palavras claras toma posição face aos distintos temas em pauta na discussão pública de nosso pais: Lboff
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Entre vós não deve ser assim” (Mc 10,43).
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida em sua 53ª Assembleia Geral, em Aparecida-SP, no período de 15 a 24 de abril de 2015, avaliou, com apreensão, a realidade brasileira, marcada pela profunda e prolongada crise que ameaça as conquistas, a partir da Constituição Cidadã de 1988, e coloca em risco a ordem democrática do País. Desta avaliação nasce nossa palavra de pastores convictos de que “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).
O momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum. Os três poderes da República, com a autonomia que lhes é própria, têm o dever irrenunciável do diálogo aberto, franco, verdadeiro, na busca de uma solução que devolva aos brasileiros a certeza de superação da crise.
A retomada de crescimento do País, uma das condições para vencer a crise, precisa ser feita sem trazer prejuízo à população, aos trabalhadores e, principalmente, aos mais pobres. Projetos, como os que são implantados na Amazônia, afrontam sua população, por não ouvi-la e por favorecer o desmatamento e a degradação do meio ambiente.
A lei que permite a terceirização do trabalho, em tramitação no Congresso Nacional, não pode, em hipótese alguma, restringir os direitos dos trabalhadores. É inadmissível que a preservação dos direitos sociais venha a ser sacrificada para justificar a superação da crise.
A corrupção, praga da sociedade e pecado grave que brada aos céus (cf. Papa Francisco – O Rosto da Misericórdia, n. 19), está presente tanto em órgãos públicos quanto em instituições da sociedade. Combatê-la, de modo eficaz, com a consequente punição de corrompidos e corruptores, é dever do Estado. É imperativo recuperar uma cultura que prima pelos valores da honestidade e da retidão. Só assim se restaurará a justiça e se plantará, novamente, no coração do povo, a esperança de novos tempos, calcados na ética.
A credibilidade política, perdida por causa da corrupção e da prática interesseira com que grande parte dos políticos exerce seu mandato, não pode ser recuperada ao preço da aprovação de leis que retiram direitos dos mais vulneráveis. Lamentamos que no Congresso se formem bancadas que reforçem o corporativismo para defender interesses de segmentos que se opõem aos direitos e conquistas sociais já adquiridos pelos mais pobres.
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/2000, por exemplo, é uma afronta à luta histórica dos povos indígenas que até hoje não receberam reparação das injustiças que sofreram desde a colonização do Brasil. Se o prazo estabelecido pela Constituição de 1988 tivesse sido cumprido pelo Governo Federal, todas as terras indígenas já teriam sido reconhecidas, demarcadas e homologadas. E, assim, não estaríamos assistindo aos constantes conflitos e mortes de indígenas.
A PEC 171/1993, que propõe a redução da maioridade penal para 16 anos, já aprovada pela Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça da Câmara, também é um equívoco que precisa ser desfeito. A redução da maioridade penal não é solução para a violência que grassa no Brasil e reforça a política de encarceramento num país que já tem a quarta população carcerária do mundo. Investir em educação de qualidade e em políticas públicas para a juventude e para a família é meio eficaz para preservar os adolescentes da delinquência e da violência.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor há 25 anos, responsabiliza o adolescente, a partir dos 12 anos, por qualquer ato contra a lei, aplicando-lhe as medidas socioeducativas. Não procede, portanto, a alegada impunidade para adolescentes infratores. Onde essas medidas são corretamente aplicadas, o índice de reincidência do adolescente infrator é muito baixo. Ao invés de aprovarem a redução da maioridade penal, os parlamentares deveriam criar mecanismos que responsabilizem os gestores por não aparelharem seu governo para a correta aplicação das medidas socioeducativas.
O Projeto de Lei 3722/2012, que altera o Estatuto do Desarmamento, é outra matéria que vai na contramão da segurança e do combate à violência. A arma dá a falsa sensação de segurança e de proteção. Não podemos cair na ilusão de que, facilitando o acesso da população à posse de armas, combateremos a violência. A indústria das armas está a serviço de um vigoroso poder econômico que não pode ser alimentado à custa da vida das pessoas. Dizer não a esse poder econômico é dever ético dos responsáveis pela preservação do Estatuto do Desarmamento.
Muitas destas e de outras matérias que incidem diretamente na vida do povo têm, entre seus caminhos de solução, uma Reforma Política que atinja as entranhas do sistema político brasileiro. Apartidária, a proposta da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a CNBB é signatária, se coloca nessa direção.
Urge, além disso, resgatar a ética pública que diz respeito “à responsabilização do cidadão, dos grupos ou instituições da sociedade pelo bem comum” (CNBB – Doc. 50, n. 129). Para tanto, “como pastores, reafirmamos ‘Cristo, medida de nossa conduta moral’ e sentido pleno de nossa vida” (Doc. 50 da CNBB, Anexo – p. 30).
Que o povo brasileiro, neste Ano da Paz e sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, supere esse momento difícil e persevere no caminho da justiça e da paz.
Aparecida, 21 de abril de 2015.

Fonte: https://leonardoboff.wordpress.com/2015/04/28/a-conferencia-dos-bispos-do-brasil-toma-posicao-face-a-crise-politica-do-pais/



sábado, 11 de abril de 2015

Mestrado Profissional em Avaliação e Produção de Tecnologias para o SUS - na Escola GHC

Ao participar da IV Jornada Científica do Grupo Hospitalar Conceição, fiquei sabendo da aprovação do curso de Mestrado, que vem para qualificar ainda mais os trabalhadores do Sistema Único de Saúde.
Aprovado o Mestrado Profissional em Avaliação e Produção de Tecnologias para o SUS
A Escola GHC no mês em que comemora seus 5 anos, comunica a aprovação do Mestrado Profissional em Avaliação e Produção de Tecnologias  para o SUS. No dia 25 de novembro a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior -CAPES, do Ministério da Educação, aprovou a proposta  para criação do primeiro curso de mestrado profissional  do Centro de Educação Tecnológica e Pesquisa em Saúde – Escola GHC.  Este curso faz parte do Plano de Desenvolvimento Institucional de Ensino e Pesquisa do GHC e integra as ofertas de formação profissional para o SUS. Tal  mestrado profissional está inserido no  Programa de Pós-Graduação de AVALIAÇÃO E PRODUÇÃO DE TECNOLOGIAS PARA O SUS e tem como objetivo formar profissionais capazes de atuar de modo gerencial estrategicamente em organizações e sistemas de saúde a partir de um referencial de análise crítica de avaliação e incorporação de tecnologias.  
Parabéns Escola GHC !!!!

Gestão em Saúde

Lavanderia da Associação de Hospitais de Porto Alegre registra aumento de produção e redução de custos

Além do aumento de 23% na produção de materiais higienizados, a lavanderia registrou redução no custo do quilograma de roupa, passando de R$ 2,87 em janeiro de 2014 para R$ 2,17 em dezembro do mesmo ano.


Diretores, gerentes e assessores técnicos do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) visitaram a planta industrial de higienização de têxteis (lavanderia) da Associação dos Hospitais de Porto Alegre, localizada no Lami, na Zona Sul da Capital. Após uma apresentação sobre a produtividade da lavanderia, o grupo percorreu as áreas de produção e a estação de tratamento de água. O empreendimento, inaugurado em maio de 2013, é gerenciado por um consórcio de seis hospitais: Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Hospital São Lucas da PUC, Complexo Hospitalar Mãe de Deus, Hospital Ernesto Dornelles, Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Hospital Divina Providência. Em 2014, foi registrado um aumento de 23% do total de materiais higienizados, entre os enxovais hospitalares, que incluem lençóis, toalhas, uniformes e outros.

Em janeiro do ano passado foram higienizadas 455, 3 toneladas de têxteis, passando para 573,5 toneladas em dezembro de 2014. A média em janeiro do ano passado era de 14,6 toneladas dia e passou para 18,8 toneladas por dia em dezembro do mesmo ano. Em relação ao custo por quilograma de roupa higienizada, foi registrada uma redução no valor, passando de R$ 2,87 em janeiro de 2014 para R$ 2,17 em dezembro do mesmo ano. “Essa foi a primeira experiência do país em gestão compartilhada em áreas hospitalares não concorrenciais e está possibilitando a troca de experiências e o aperfeiçoamento da gestão. A associação também passou a contar com imunidade tributária, o que reduz as despesas com energia elétrica e água. Cerca de 50% do total dos têxteis higienizados pela lavanderia são oriundos dos hospitais do Grupo Conceição”, informou o diretor-superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes.

Os seis hospitais fundaram a Associação dos Hospitais de Porto Alegre e adquiriram a empresa Ecoclean, com o objetivo de realizar a higienização dos enxovais hospitalares, que incluem lençóis, toalhas, uniformes e outros. Os lucros obtidos serão reinvestidos no próprio negócio para atualização tecnológica e ampliações. A ideia da Associação, que tem apoio e autorização dos ministérios da Saúde e do Planejamento, Orçamento e Gestão, é avaliar a possibilidade da iniciativa ser estendida, futuramente, também para outras áreas.

   A lavanderia, localizada em uma área de 11 hectares, tem capacidade instalada para lavar 30 toneladas de enxovais por dia. Atualmente, são lavadas de 18 a 20 toneladas por dia, sendo dez toneladas do GHC. “O consórcio adquiriu todo o patrimônio da empresa ecoclean, que realizava a higienização do enxoval do Grupo há cerca de cinco anos, na condição de prestadora de serviços”, explicou o diretor Administrativo e Financeiro do GHC, Gilberto Barichello. O contrato de compra da planta industrial, assinado no dia 30 de novembro de 2012, incluiu além da área, o maquinário e demais instalações. Todo o licenciamento ambiental segue rigorosamente as determinações legais. A lavanderia possui sistemas para tratamento de efluentes e açudes naturais, o que garante autonomia para o funcionamento da estrutura.


Creditos: Alexandre Costa (texto e fotos)

Site:http://www.ghc.com.br/noticia.aberta.asp?idRegistro=7966

domingo, 5 de abril de 2015

Não bastava a falta de água. Incêndio em Santos/SP consome 5 bilhões de litros de água.

Cidade de santos solicitou auxílio federal. Corpo de Bombeiros já utilizou 5 bilhões de litros de água.

veja notícias em tempo real acessando o link: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/ao-vivo/2015/incendio-em-industria.html
Como fica a saúde das pessoas que moram ao redor????

Imagens Fonte:http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/fotos/2015/04/incendio-atinge-area-de-industrial-de-santos-explosoes-foram-ouvidas.html


A Páscoa dos INVISÌVEIS- LUTO NACIONAL NO QUENIA POR MASSACRE EM UNIVERSIDADE.

POR QUÊ A MÍDIA NÃO FALA SOBRE ISSO???? 

O Quênia iniciou neste domingo três dias de luto nacional em memória às 148 vítimas do ataque à Universidad ede Garissa
Nairóbi - O Quênia iniciou neste domingo três dias de luto nacional em memória às 148 vítimas do ataque à Universidade de Garissa, entre críticas da imprensa pela lenta reação das forças de segurança contra os agressores islamitas.

O país, cuja população é 80% cristã, celebra a Páscoa em meio a dor: missas em todo o país serão dedicadas às vítimas do massacre de quinta-feira, em sua maioria estudantes cristãos. O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, anunciou três dias de luto e prometeu que seu país responderá "com a maior severidade".

Um membro do comando islamita foi identificado como um jovem queniano da etnia somali, formado em Direito em Nairobi, informou neste domingo o ministério do Interior do Quênia. "Um dos quatro shebab que atacou a Universidade de Garissa (...) foi identificado como Abdirahim Abdullahi", originário da região de Mandera, localizada no extremo nordeste do Quênia, na fronteira com a Somália, declarou o porta-voz do ministério do Interior, Mwenda Njoka.

Abdirahim Abdullahi, que foi morto no ataque pelas forças de segurança, "graduou-se na Faculdade de Direito de Nairobi e era descrito como alguém com um futuro brilhante", acrescentou. Seu pai, uma autoridade local de um círculo eleitoral de Mandera, "havia dito às autoridades que seu filho havia desaparecido e que ele suspeitava que o jovem havia entrado na Somália", acrescentou Njoka.
O ataque foi reivindicado pelos islamitas somalis shebab em represália à intervenção do exército queniano na Somália para frear seus combatentes.
Fonte: diário de pernambuco.com.br

Da avaliação à ação da ANS

Também pudera: com esta avaliação...
Fonte: ANS
Estava na hora da  Agência Nacional de Saúde Suplementar Intervir. Acesse o link e veja a notícia da ABRASCO sobre a intervenção da ANS na UNIMED Rio de Janeiro.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Eu não sou Charlie, je ne suis pas Charlie

Há muita confusão acerca do atentado terrorista em Paris, matando vários cartunistas. Quase só se ouve um lado e não se buscam as raízes mais profundas deste fato condenável mas que exige uma interpretação que englobe seus vários aspectos ocultados pela midia internacional e pela comoção legítima face a um ato criminoso. Mas ele é uma resposta a algo que ofendia milhares de fiéis muçulmanos. Evidentemente não se responde com o assassianto. Mas também não se devem criar as condições psicológicas e políticas que levem a alguns radicais a lançarem mão de meios reprováveis sobre todos os aspectos. Publico aqui um texto de um padre que é teóloogo e historiador e conhece bem a situação da França atual. Ele nos fornece dados que muitos talvez não os conheçam. Suas reflexões nos ajudam a ver a complexidade deste anti-fenômeno com suas aplicações também à situação no Brasil: Lboff

Á cima de tudo, aprendi que devemos ter ALTERIDADE diante da manifestação cultural de um POVO

Nem TODO MULÇUMANO é terrorista.
Nem todo o NEGRO é Ladrão...
Nem todos os POLÌTICOS são Corruptos
Nem toda a LOIRA é burra

Independente da COR da PELE, somos seres HUMANOS e VIVEMOS conforme nosso habitat, nossas convicções, nossa cultura....

Deve haver um limite para o RISO.....
e esse limite está intrinsicamente ligado ao respeito que cada ser tem sobre o outro.....

Mas,  não PRECISA MATAR. o outro ser.
 

Segue link com artigo de Leonardo BOff. Bem esclarecedor sobre os episódios que acometeram Paris. E que serve de reflexão para nossos atos em sociedade.
https://leonardoboff.wordpress.com/2015/01/10/eu-nao-sou-charlie-je-ne-suis-pas-charlie/